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Convencional Céu Aberto

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Quarta, 08 Abril 2015 00:00

Recomendações Técnicas Araruta

 

Douglas Correa de souza; Luis Felipe Lima e Silva. Agrônomo.

 

 

 

CULTURA DA ARARUTA

 

Sumário

1- INTRODUÇÃO

2- CARACTERÍSTICAS DA PLANTA E DOS FRUTOS

3 - EXIGÊNCIAS EDAFOCLIMÁTICAS

4 - VALOR NUTRICIONAL

5 - INDICAÇÕES TÉCNICAS DA CADEIA PRODUTIVA

5.1 PREPARO DO SOLO

5.2 ADUBAÇÃO

5.3 PRODUÇÃO DE MUDAS

5.4 TUTORAMENTO/CONDUÇÃO DA CULTURA

5.5 IRRIGAÇÃO

5.6 CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

5.7 PRAGAS E DOENÇAS

5.8 COLHEITA

5.9 PROCESSAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO

6 - PRINCIPAIS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

7 - LITERATURA CONSULTADA

 

 

1 INTRODUÇÃO

A araruta (Maranta arundinacea L.) pertence ao gênero Maranta, o qual apresenta aproximadamente 30 espécies herbáceas e perenes, distribuídas por todos os habitat úmidos das regiões tropicais. A espécie tem seu centro de origem, provavelmente, no continente sul-americano, encontrando-se em forma nativa nas matas venezuelanas, onde posteriormente foi exportada para  regiões do Caribe. No Brasil pré-colonial, os índios cultivavam a planta e extraiam o amido, usado principalmente para engrossar sopas que serviam no tratamento de diarreia, especialmente em crianças, e também para fortificar parturientes e idosos. Também há relatos de seu uso contra os ferimentos provocados por flechas, envenenados ou não, e também como antídoto nas picadas de insetos ou nas mordidas de cobras peçonhentas.

A fécula de araruta, apesar de apresentar melhor qualidade física e nutricional, entrou em declínio nas últimas décadas principalmente devido à concorrência com a fécula de mandioca, a qual apresenta menores custos de produção.  

 

2 CARACTERÍSTICAS DA PLANTA E DOS RIZOMAS

Planta arbustiva, semiperene, porte ereto, cultivada como planta anual. Frutos do tipo baga, com formato que varia de cúbico a piramidal. É descrita como rizoma fusiforme com escamas aplicadas e caule articulado, até 1,20 m de altura máxima. Apresenta suas folhas alternas, pecioladas e com longas bainhas, lanceoladas, acuminadas, com limbo de 10-20 cm de comprimento e 5-8 cm de largura. Suas flores são brancacentas, irregulares, pequenas, solitárias ou dispostas em panículas terminais irregulares, protegidas por brácteas invaginantes.

 

3 EXIGÊNCIAS  EDAFOCLIMÁTICAS

Distribuídas por todos os habitat úmidos das regiões tropicais, não há relatos das reais exigências climáticas da espécie, necessitando estudos mais aprofundados. Sabe-se que a araruta apresenta florescimento abundante nas condições tropicais, sem, contudo, haver formação de frutos e sementes, e por isso a forma de propagação predominante no Brasil é por propagação vegetativa de seus rizomas. Os valores das exigências culturais irão variar de acordo com as variedades utilizadas.

 

4 VALOR NUTRICIONAL

O rizoma, utilizado para fabricar fécula ou farinha, contém uma abundância de amido e outros compostos. Na literatura tem-se que apresenta 5,46% de proteína, 5,96% de matéria graxa, 2,84% de cinzas, 7,49% de fibras, 78,25% de carboidratos totais (expressos em base seca), 79,88% de umidade e pH praticamente neutro, por volta de 6,9. Apresenta o teor de matéria seca de 22,3% e de fibra bruta de 3,62%.

Esses valores demonstram que a araruta é passível de ser competitiva no agronegócio, visto que são semelhantes ao conteúdo apresentado pela cultura da mandioca, entretanto a araruta possui como vantagem o fato de não apresentar glúten na farinha ou no polvilho produzidos dos seus rizomas.

Tem-se também que o polvilho de araruta apresenta características organolépticas superiores ao apresentado pelo polvilho de mandioca. A natureza de seu amido reflete em um alto nível de eficiência energética, cerca de 1500 cal/g, semelhante ao conteúdo nos grãos de milho.

 

5 INDICAÇÕES TÉCNICAS PARA FASE AGRÍCOLA DE PRODUÇÃO

 

5.1 PREPARO DO SOLO

Após realizada a limpeza da área, deve-se fazer a aração do solo a 30 cm para posteriormente realizar duas gradagens, sendo a primeira para o nivelamento do terreno e a segunda para incorporar o calcário no solo caso seja necessário, com o cuidado na adoção de práticas conservacionistas. 

 

5.2 ADUBAÇÃO

Para um correto suprimento dos nutrientes e como resultado um bom desenvolvimento dos rizomas e uma boa produção, o indicado é realizar a adubação associada à interpretação da análise de solo com as indicações de manejo específicas para cada caso. Para isso, é recomendado associar a análise de solo às recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes. 

Na literatura são escassas as indicações para a adubação da cultura da araruta, existindo somente a recomendação de realizar a adubação de cobertura  de 25 a 30 dias com fontes nitrogenadas na dosagem de 40 kg de N/ha e, conforme o manejo, potássicas e com matéria orgânica.

Como a araruta é uma raiz tuberosa e se apresenta similar a cultura da batata doce, as recomendações para a nutrição da araruta aqui apresentadas se referem às adaptações das indicações apresentadas para a cultura de hortaliças tuberosas e de da batata doce, sendo estas recomendações as mais adaptáveis a araruta até que se definam esses dados em meios científicos.

Quando necessário, efetuar a correção da acidez do solo com antecedência e aplicar a quantidade e o tipo de calcário com base na análise de solo, buscando normalmente pH entre 5,8 a 6,3.

Se a opção for por adubação orgânica, a nutrição da cultura pode ser realizada com esterco de curral curtido ou de composto orgânico em uma quantidade de 10 t/ha; com esterco de aves curtido em uma quantidade de 2,5 t/ha ou com torta de mamona fermentada em uma quantidade de 1,0 t/ha.

Se a opção for por adubação mineral, esta deve ser baseada nos níveis de nutrientes observados na análise de solo, utilizando-se no plantio adubo fosfatado e parte do adubo nitrogenado e potássico. As seguintes tabelas se referem às adaptações das indicações de adubação para culturas de hortaliças tuberosas disponíveis na 5ª aproximação para a adubação no estado de Minas Gerais.

Tabela 1. Níveis de fertilidade dos solos para o cultivo de hortaliças.

Disponibilidade

P e K no solo                  P2O5                          K2O                         N

                                ---------------------------Kg/ha----------------------------

Baixa

180

90

40

Média

120

60

40

Boa

60

30

40

Muito boa

0

0

40

Tabela 2. Indicações para adubação mineral de acordo com disponibilidade de P e K no solo.

Disponibilidade

P e K no solo                  P2O5                          K2O                         N

                                ---------------------------Kg/ha----------------------------

Baixa

420

350

100

Média

300

220

100

Boa

120

50

100

Muito boa

50

0*

100

*Podem-se colocar 150 kg para repor a quantidade retirada na colheita.

Em ocasião do plantio, é indicado aplicar parte dos fertilizantes que contêm NPK no sulco, sendo cerca de 80% de todo o fósforo indicado e 20% das recomendações de nitrogênio e potássio. O restante dos fertilizantes deve ser parcelado de acordo a proceder as operações de amontoa, seja realizada uma ou duas vezes.

 

5.3 PRODUÇÃO DE MUDAS

Como nas condições tropicais não há desenvolvimento de sementes, no Brasil a principal forma de propagação é por meio da multiplicação de seus rizomas, os quais podem ser plantados diretamente no campo ou dos quais podem-se produzir mudas para serem transplantadas posteriormente ao campo. A produção de mudas é uma alternativa viável, visto que o plantio de rizomas direto no campo promove extensivas perdas devido a diversidades climáticas e ambientais podendo causar uma desuniformidade no estande da cultura.

As mudas são produzidas por meio do acondicionamento de pedaços dos rizomas com tamanho médio de 5 cm em recipientes próprios contendo substrato comercial inerte. Os rizomas são acondicionados em posição horizontal em cerca de 5 cm de profundidade. Como recipiente para formação de mudas pode ser utilizado sacos de polietileno ou outros similares.

Em âmbito nacional, são duas as variedades de maior importância: Comum e Creoula. A variedade Comum produz fécula de melhor qualidade e apresenta porte baixo (mais ou menos 60 cm de altura). Seus rizomas são claros, cônicos alongados ou em forma de fuso, cobertos por escamas e com até 30 cm de comprimento. A variedade Creoula, originária das Antilhas (Ilhas Barbados e Saint Vincent), apresenta sua planta com porte mais alto (superior a 1,0 m), e o processamento de seus rizomas é mais trabalhoso, pois precisam ser beneficiados para não produzirem fécula negra e de baixa qualidade. Ambas as variedades apresentam florescimento abundante nas condições tropicais, sem, contudo, haver formação de frutos e sementes.

 

5.4 CONDUÇÃO DA CULTURA

A araruta é uma planta extremamente rústica, adaptando-se a diversas condições tendo baixas exigências. A cultura deve ser mantida em um ambiente limpo, por meio de capinas manuais, de modo que facilite a colheita.

 

Plantio: O plantio é feito em sulcos ou em covas rasas (0,10 m de profundidade) espaçados na linha de 0,70 a 0,80 m e entre plantas de 0,30 a 0,40 m. Para a propagação de plantio comercial, podem ser utilizados tanto os rizomas inteiros, com massa média de 60 g, como a parte basal (parte fina) de rizomas graúdos, entre 50 a 100 g. A quantidade de rizomas-semente, necessária para o plantio está em torno de 2,0 a 3,0 t /ha.

 

Antes da fase de formação dos rizomas (cerca de 30 a 35 dias após o plantio) recomenda-se realizar a amontoa, removendo-se uma camada de terra entre as fileiras e “juntando” essa camada de solo ao redor da base da planta. Tal operação irá favorecer a formação dos rizomas além de também realizar a sua proteção contra a luz solar.

 

5.5 IRRIGAÇÃO

É fundamental um correto manejo da água para suprir adequadamente a demanda hídrica das plantas em cada estádio fenológico. Uma irrigação de qualidade corretamente conduzida proporciona um retorno para o produtor em retorno positivo com o aumento da produção e da qualidade dos rizomas. Isso se deve principalmente ao fato de que por meio do suprimento adequado de água, tanto em quantidade quanto em qualidade, os rizomas estarão sob as condições ideais para completarem adequadamente seu ciclo fisiológico, evitando-se também diversas doenças do solo que são favorecidas pelo excesso de umidade.

Normalmente deve-se irrigar conforme a necessidade, não havendo recomendações específicas para araruta. Em geral é cultivada e utilizada no período chuvoso de climas tropicais úmidos com precipitações bem distribuídas, suprindo assim a demanda hídrica apresentada pela cultura.

 

5.6 CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

As plantas daninhas competem diretamente com a cultura por água, luz, nutrientes, podendo afetar diretamente a qualidade e produção dos frutos se não forem controladas corretamente.

No pré-plantio, o controle das plantas daninhas pode ser feita com uma gradagem ou aplicação de herbicida de pré-plantio incorporado (Trifluralina - registrado para a cultura do pimentão pelo Ministério da Agricultura). Após o transplante das mudas, deve-se manter a área limpa de plantas daninhas por meio de capinas, visto que não existem herbicidas pós-emergência indicados para a cultura do pimentão.

Para um controle eficiente das plantas daninhas recomenda-se a integração das técnicas de manejo, preferencialmente através de métodos culturais e mecânicos, empregando-se diferentes métodos de prevenção e controle, tais como prevenir o aumento do banco de sementes ou propágulos vegetativos no solo através do controle dos mecanismos de disseminação delas, uso de rotação de culturas, espaçamento e densidade adequados, coberturas orgânica e/ou inorgânicas do solo, solarização e cultivos e capinas. As técnicas de controle das daninhas devem ser realizadas no mínimo até o período crítico do ciclo, ou seja, até que a cultura se estabelesça e não sofra mais interferência negativa delas.

 

5.7 PRAGAS E DOENÇAS

Devido a sua rusticidade a araruta é bastante tolerante a pragas e doenças, e até o momento não existem relatos de moléstias que causem danos de níveis econômicos significativos na cultura. Entretanto existem relatos de que nematóides do gênero Meloidogyne podem causar pequenos danos aos rizomas. Entretanto deve-se sempre realizar o monitoramento periódico para apurar se há alguma moléstia atacando a plantação e se a cultura sofre riscos a ponto de danos econômicos, juntamente com o manejo de técnicas agronômicos preventivas.

As técnicas descritas a seguir têm como objetivo prevenir a incidências de pragas e doenças:

  • Destruir os restos culturais
  • Utilização de mudas sadias
  • Eliminação de plantas silvestres hospedeiras
  • Usar água de irrigação de boa qualidade, em quantidade correta sem excessos.
  • Evitar ferimentos à planta durante as operações de tranplante, tutoramento, capinas ou outros tratos culturais.
  • Realizar rotação de culturas.
  • Desinfecção de máquinas e pessoas que irão transitar no cultivo.
  • Destruir restos culturais após a colheita.
  • Inspecionar a lavoura periodicamente para identificar possíveis focos de doenças e os níveis dos danos.
  • Seguir todas as indicações de manejo técnico para todas as fases da cadeia produtiva.

5.8 COLHEITA                

A colheita é realizada a partir de 6 a 7 meses após o plantio, com auxílio de enxadão ou aiveca. Depois de colhidos, os rizomas devem ser lavados e preparados para o processamento. A produtividade pode superar 30 ton/ha.

 

5.9 PROCESSAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO

Apesar de existirem relatos de que sua farinha também é passível de ser fabricada, a principal demanda industrial para a produção de araruta é para a fabricação de sua fécula. Para isso, após a colheita os rizomas devem ser armazenados emambiente seco e bem arejado, podendo nessas condições resistir cerca de seismeses. Para se extrair o amido, depois de arrancados das plantas, os rizomas são transportados para tanques para uma lavagem em água abundante, para a eliminação completa da terra. Em seguida é feito o descascamento, o que é facilitado devido às cascas serem finas, e depois são raspados para se retirar a película que contém óleos essenciais e que podem transmitir à fécula certo odor e a cor amarelada, desvalorizando o produto. Posteriormente o rizoma é moído ou ralado, lavado com um pedaço de tecido ou algodão. A fécula atravessa o tecido e o resíduo fica retido por decantação, o amido é separado. Para a manufatura do amido de araruta são necessárias grandes quantidades de água limpa, a cloração da água ajuda a prevenir fermentação bacteriana. Depois de seco, se obtém a fécula.

O processamento também pode ser feito em moinhos, onde os rizomas são lavados, esmagados mecanicamente (amassados ou macerados) para liberar o amido e posteriormente reservados para separar os resíduos finos e grosseiros. O amido que fica é lavado e separado por gravidade para depois ser seco em construções ventiladas naturalmente.

 

6 PRINCIPAIS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

A cultura da araruta, assim como de outras hortaliças caracterizadas como subutilizadas, apresenta uma grande fragilidade devida principalmente ao fato de não despertar o interesse de grandes empresas produtoras de sementes, principalmente pelo fato de ser propagada facilmente em forma de clones vegetativos. Por isso muitas vezes faltam incentivos para a realização de estudos mais aprofundados para a cultura.  

Entretanto, recentemente houve aumento do interesse na produção da cultura principalmente devido à qualidade da fécula produzida e também devido a algumas de suas propriedades constituintes. A fécula de araruta forma uma película semelhante à celulose em resistência e transparência, representando uma alternativa a ser usada na conservação de frutas e hortaliças. Os rizomas também apresentam em sua constituição grandes quantidades de inulina, um polímero de frutose amplamente pesquisado com relação aos seus benefícios para saúde do organismo humano e por apresentar propriedades tecnológicas passíveis de serem utilizadas na indústria de alimentos.

 

Para citar este artigo, use a referência:

DE SOUZA, D. C., SILVA, L. F. L. O Mundo Das Hortaliças/Cultura da Araruta. O mundo das hortaliças, Lavras, Minas Gerais., 2015. Disponível em: . Acesso em: XX/XX/XX.

Lembrando que de acordo com o Código Penal, Art. 184, referente ao crime de violação aos direitos autorais, diz que: Violar direitos de autor e os que lhe são conexos vai contra o código penal e pode acarretar em penas de detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

 

 

7 LITERATURA CONSULTADA

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