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Vinagreira verde

Além do nome vulgar vinagreira, esse cultivar é conhecido popularmente como hibisco, hibiscus, rosela, groselha, azedinha, quiabo azedo, caruru-azedo, caruru-da-guiné e quiabo-de-angola, além de receber outros nomes como cardadé, rosa da Jamaica, té de Jamaica (espanhol); red sorrel ou Jamaica sorrel (inglês); cardade (italiano); afrikanische malve (alemão) ou roselle (francês). Existem várias espécies de hibisco (Hibiscus sp.), de maneira que essas espécies são distribuídas em regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo, apresentando mais de 300 espécies, onde a maior parte das espécies são utilizadas como plantas ornamentais, como é o caso do Hibiscus rosa-sinensis. (JARDIMDEFLORES/2014).

Para muitas dessas espécies de Hibiscus, são atribuídas propriedades medicinais, como é o caso do Hibiscus sabdariffa L. que é uma importante planta medicinal, originária da Índia, do Sudão e da Malásia, sendo posteriormente levado para a África, sudeste da Ásia e América central (RAMOS et. al, 2011). Segundo Morton (1987), este hibisco pertence à classe das Dicotyledonae, família das malváceas e gênero Hibiscus, sendo uma planta nativa do continente africano, encontrando-se amplamente distribuído nas regiões tropicais e subtropicais do globo terrestre. Segundo Luz e Sá Sobrinho (1997), a origem dessa espécie é muito discutida. Alguns autores citam a África tropical como o centro de origem, enquanto outros afirmam ser a Índia. Concretamente, sabe-se que sua distribuição abrange os continentes africano, asiático, europeu e americano. No Brasil, a vinagreira foi introduzida provavelmente através do tráfico de escravos. Nas diferentes regiões do Brasil, a vinagreira pode ser encontrada com outros nomes, conforme Luz e Sá Sobrinho (1997), tais como: rosela, na região sul e na Bahia; caruru-da-guiné, quiabo-azedo e quiabo-de-angola em Minas Gerais; quiabo-rosado, quiabo-roxo e caruru-azedo em São Paulo; azedinha, no Maranhão e em Minas Gerais.
Além da Hibiscus sabdariffa L., existem outros gêneros desta espécie como a Hibiscus tiliacua que em resultados de pesquisas demonstraram ação antibacteriana frente aos microorganismos Micrococcus luteus, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosas, Salmonella choleroesuis e Escherichia coli, conforme Siqueira et. al, (2006); Wong et. al, 2010) . Outra Hibiscus, a Hibiscus rosa-sinensis inibiu o crescimento de S. aureus, P. aeruginosas e foi resistente para E. coli, (Seyyednejad et. al, 2010) como também o óleo de Hibiscus cannabinus que foi eficiente para diversas bactérias (Maganha et. al, 2010).
A espécie Hibiscus acetosella, de origem africana, é popularmente conhecida como vinagreira, groselheira ou quiabo roxo. Tem como aspectos botânicos ser uma planta arbustiva, de caule semi-lenhoso, folhas cor de vinho escura com nervuras palmadas, e flores solitárias de cor rosa arroxeada com frutos em cápsulas (Lorenzi e Souza, 1999).
Como pôde ser observado, existem várias espécies de Hibiscus, porém no Brasil o que predomina é a Hibiscus sabdariffa L. A importância dessas espécies é decorrente da utilização das folhas comestíveis na alimentação. Sua maior popularidade como hortaliça verifica-se no estado do Maranhão, onde, tradicionalmente, faz parte da culinária local, estando entre as dez primeiras em volume comercializado. Na Amazônia, sua introdução e utilização têm crescido em função da imigração de maranhenses, principalmente no estado de Roraima (LUZ e SÁ SOBRINHO, 1997).


Em virtude dos fatos mencionados, esse trabalho pretende abordar a cultivar Vinagreira, em específico a espécie Hibiscus sabdariffa L., por essa ser a espécie mais conhecida e utilizada em solos brasileiros.

 

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